Terça-feira, 21 de Março de 2006

THE QUEEN IS DEAD

Hoje é dia de destacar o disco da semana, se bem que o álbum de que vou falar não saiu esta semana mas sim em 1986, logo já está fora do prazo. Porém, o dito cujo é intemporal, assim como toda a música em geral. Que giro, fiz uma rima e tudo, tal e qual o Morrissey nas canções de que vou falar. The Queen is Dead foi publicado pelos The Smiths, que em bom português significa Os Carpinteiros. No entanto, por entre madeiras e serradura, os tipos arranjaram tempo para compôr um dos melhores álbuns pop de sempre. Lembro-me como se fosse hoje, em que alternava (Calma, não é o que estão a pensar!?) as audições deste disco com o visionamento dos jogos do Mundial de Futebol no México, claro está, em 1986. Na altura, estava no auge dos meus onze anos e nem sequer conhecia esta banda de madeireiros, todavia este era o vinil que tocava a toda a hora lá por casa. De tal forma, que mesmo que não gostasse tinha mesmo que o gramar. No entanto, devo dizer que simpatizei com o raio do LP logo à primeira e desde então, sempre me acompanhou na banda sonora da minha triste vidinha. Abre com uma marcha fúnebre homónima do título, A Rainha Está Morta. Eu concordo, mas desconfio que nem a própria sabe disso pois já reina faz tempo. A própria capa do álbum assim o confirma. Depois segue-se uma conversa entre um professor e um aluno, em que este afirma que vai fazer história na literatura, tal como eu, em Frankly, Mr Shankly. Ficamos todos a saber como acabou aquele namorico em I Know It`s Over para depois ser revelado que afinal o tipo nunca teve sequer alguém, na faixa Never Had No One Ever. Continua o mau gosto pelos assuntos fúnebres quando o fulano resolve combinar um encontro amoroso às portas do cemitério, em Cemetry Gates. Presumo que por estas alturas o Morrissey fosse mesmo satânico. Eis que o gajo se passa dos carretos e oferece porrada à sua amada, em Bigmouth Strikes Again.  Depois deste episódio, o rapaz descobre que tem um espinho do seu lado em The Boy With a Thorn On His Side, espinho esse que segundo ele o persegue. Aqui, penso eu, o Morrissey começou a fumar umas coisas. De tal forma, que nunca percebi de que raio se trata Vicar In A Tutu, mesmo também fumando as mesmas coisas do que ele. Entretanto, chega umas das mais belas cantigas de Amor, com Theres A Light That Never Goes Out. Ele está por tudo, até nem se importa de morrer atropelado, mais a sua amada, por um daqueles autocarros londrinos. Era mesmo tanso este Morrissey! Por fim, o tipo constata o óbvio, quando em Some Girls Are Bigger Than Others descobre que certas moçoilas são alimentadas a pão de ló e fermento de padeiro, tornando-se naquilo a que chamamos de cavalonas, ou porventura matrafonas. Em suma, adoro este disco, não só por ter uma capa verde mas sobretudo pelas magnificas canções que estão lá dentro, intemporais e poéticas, belas e peculiares. Além disso, conta com a voz e as letras fabulosas de Morrissey, misturadas com os magnificoas acordes de um dos guitarristas mais geniais e inventivos de sempre, de seu nome Johnny Marr. A carreira destes carpinteiros foi curta mas deixou um legado inesquecível e que deu as coordenadas para o futuro da pop britânica. Essencial: The Queen Is Dead, dos The Smiths. Obrigado.

chavascado por suinoecultura às 00:00

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7 comentários:
De Borboleta a 22 de Março de 2006 às 10:04
Não gosto dos carpinteiros, preferi ver o Mundial.
Parabéns pelo curral:)
De Sóeumesma a 22 de Março de 2006 às 13:29
Olá, olá.
Pois eu carpinteiros é mais bichos, tá a ver? Não consigo parar quieta a maior parte das vezes, tenho o que se chama uma mãozinha marote, pézito, olhe sei lá, corpito todo mesmo.lol. Mas olhe que a do Vicar on a Tutu está-se mesmo a ver, mesmo a ver... faço uma imediata transposição para uma famosa série da Britcom chamada The Vicar. Mas isto é só a minha mente a divagar.
Reparei que entre links de muito bons blogs o senhor colocou ali o link da minha tasca... ora muito obrigado mas tenha cuidado não vá estragar a sua reputação pois os seus visitantes podem achar que aquele é mesmo um blog que gosta de ler e ficarem mal impressionados.
Oinc, Oinc Baby!
De inconfidente a 22 de Março de 2006 às 15:35
inesquecivel mesmo.
Beijocas
De Amanda a 23 de Março de 2006 às 09:09
Beijokas abolotadas!!! Atchiiiiimmmm! Ai o feno!!!!
De Vasco Matos a 23 de Março de 2006 às 12:05
Conheço bem os Smiths e gosto mas só tenho uma coletanea, não conheço este disco. Gosto do teu blog, parabéns!
De Menina do Blog a 23 de Março de 2006 às 20:05
Nessa altura tinha só 3 aninhos...ainda era mais pequenina do que sou agora.
De SIWA a 24 de Março de 2006 às 16:12
Sim, The Smiths... tb curto! Mas afinal percebes de linguaradas estrangeiras... lol

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